Geral

Clima é de fim de veraneio no Litoral Norte

Atração para veranistas foi a passagem da Cavalgada do Mar

Cavalgada foi a única atração da praia
Cavalgada foi a única atração da praia Foto : Cristiano Estrela
A única atração para os veranistas nesta quinta-feira, em Atlântida, foi a passagem da 26ª Cavalgada do Mar, que se dirigia a Capão da Canoa. Com a temperatura baixa no Litoral Norte, além da ressaca do mar, a sensação dos poucos turistas, que se aventuraram a ir para a beira da praia, era de fim de férias.

Em quase todas as praias, o mar invadiu a areia e os banhistas tiveram que ficar em uma estreita faixa, que outrora era disputada pelos guarda-sóis. Os poucos que estavam na orla de Capão da Canoa precisaram ser amarrados para não alçarem voo. Muitas pessoas preferiam ficar nas calçadas, tomando chimarrão ou lendo, outros caminhavam, praticamente se despedindo do veraneio. A temperatura chegou aos 25ºC, com sol forte, mas o vento amenizava os efeitos do calor.

O clima era o mesmo em Tramandaí, além de Atlântida e Cidreira. Em Capão, a profissional liberal Solange Amaril preferiu ficar em um dos barzinhos, situados na calçada. Dali, ela contemplava o mar, enquanto conversava com alguns conhecidos, que passavam pelo local. Natural de Bagé, ela vai embora hoje, mas primeiro passou pela praia para ver como estava. Ficou decepcionada, pois a água cor de chocolate não a incentivou a dar um mergulho. Ficou alguns minutos e levantou-se para retornar ao apartamento onde está hospedada, próximo ao Bar Onda, e fazer as malas. “Agora fica para o ano que vem”, consolou-se. “Quem sabe, pego dias melhores quando voltar para cá”.

Em Cidreira, apenas os jovens se encorajaram para entrar no mar ou correr pela beira da praia. Álvaro Renan Frederici Soares, 12, foi um dos que encarou a água. Mas por poucos minutos. Logo em seguida, ele voltou para o pequeno pedaço de areia, que não estava tomado pelo mar e ficou correndo com alguns amigos. Os pais preferiram ficar sentados em um banco, na calçada. Natural de Alvorada, ele retorna no domingo. “Estou me despedindo da praia”, disse, não escondendo o descontentamento. “Por isso encarei o mar, mesmo a água estando gelada, mas era para ficar na memória”.

A adolescente Vanessa Duarte, 14, também veraneando em Cidreira, não se intimidou com o vento forte e a ressaca do mar. Sob o olhar atento de salva-vidas, ela entrou na água, nadou um pouco e voltou para a calçada. A jovem afirmou estar aproveitando a última “semaninha”, pois no domingo também retorna a Viamão, onde reside.

Desde 10 de fevereiro em Cidreira, Idelci da Silva Andrade sentia-se triste nesta quinta-feira. Sentada em uma escada, ela ficou observando o mar, sem demonstrar vontade alguma de entrar na água. O vento forte, a ressaca e a sujeira da água a desestimularam a tentar um banho. Ela retorna, no domingo, a Porto Alegre. “Fiquei aqui, olhando para o mar e o balanço das ondas para fixar a imagem, que levarei de recordação.”