No Hemisfério Norte, a transição de estações teve frio tardio e intenso e em vários países a primavera demorou 20 a 30 dias para se estabelecer no clima com neve e fortes erupções de ar ártico. Entre as causas principais para esse fenômeno, estão oscilações intrasazonais dos oceanos, como a NAO (Oscilação do Atlântico Norte) e a AO (Oscilação do Ártico). Ambas estiveram em valores muito negativos no final do inverno e no começo da primavera.
Os valores muito negativos acompanharam uma mudança nos padrões das correntes de jato (vento em altos níveis da atmosfera), enfraquecendo o gradiente de pressão atmosférica sobre o Atlântico Norte. O mesmo padrão se repete agora no Hemisfério Sul, o que mostra que o inverno só terminou, na prática, no calendário. Roupas de lã e guarda-chuvas ainda serão utilizados com frequência.
Depois de dias de chuva, o sol volta
No entanto, hoje o sol voltou a aparecer em Porto Alegre depois de vários dias de tempo ruim. Foi o suficiente para as pessoas procurassem as praças e as pistas de corrida para exercitarem-se após dias de chuva.
A turista Maria Aparecida Cruz, de 45 anos, aproveitou para tirar fotos da orla do Guaíba. “Estou na cidade há alguns dias e ainda não tinha saído para a rua em um dia de sol. Vim para visitar um amigo e curti bastante o Acampamento Farroupilha, apesar da chuva. Já passeei no ônibus de turismo, mas não deu para fotografar. Estou indo à forra agora”, comentou a administradora de empresas.
O publicitário Áureo Rodrigues, de 58 anos, foi outro que saiu do escritório para curtir o dia sem chuva. “É maravilhoso ter sol. A gente fica mais alegre, dá para se exercitar”, comentou enquanto fazia alongamento. “Estamos no quarto dia da primavera e o sol ainda não tinha aparecido. Estou aproveitando para dar uma caminhada no Gasômetro e pegar uma energia para trabalhar bastante depois”, completou.
Com informações do repórter Nildo Júnior