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Cobertura da segunda etapa da campanha da pólio no RS supera 70%

Expectativa é de que o índice passe dos 90% à medida em que os dados forem chegando

A cobertura da vacina contra a poliomielite (paralisia infantil), na segunda etapa nacional da campanha superava 70%, às 18h30, no Rio Grande do Sul, conforme o Ministério da Saúde. No Posto de Saúde Modelo, em Porto Alegre, a procura pela dose foi considerada abaixo do esperado pelos atendentes. O frio pode ter espantado as famílias, segundo avaliou, nessa tarde, o coordenador do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Francisco Paz. Ele lembrou, ainda assim, que parte dos municípios não tem acesso ao sistema online do Ministério e só vai repassar os dados ao longo da semana que vem. A expectativa é de que o índice fique em pelo menos 90%. Mesmo que a campanha tenha se encerrado, a vacina vai seguir disponível nos postos.

O sábado foi de passe livre nos ônibus. Pela manhã, o prefeito de Porto Alegre ressaltou a importância da vacinação, aberta, oficialmente, no Shopping Total, no bairro Floresta. Os 239 postos da Capital ficaram abertos, das 8h às 17h, para atender os pais e responsáveis pelas crianças menores de cinco anos, que formavam o público-alvo da campanha. Na primeira etapa, a cidade não alcançou a meta de imunizar 95% delas. Em 12 de junho, 81,6% foram vacinadas. No Estado, a cobertura foi um pouco maior, de 91,7%.

Brasil tem certificado de eliminação da poliomelite da OMS

O Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado na Paraíba. Em 1994, o País recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite. No entanto, enquanto houver circulação do vírus em qualquer região do mundo, é necessário continuar com a vacinação, pois há o risco de importação de casos provenientes de países que ainda registram casos da doença, como Paquistão, Índia, Afeganistão e Nigéria.

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa grave transmitida, sobretudo, pela via oral, e provocada por um vírus. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.