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Cobrador é readmitido após protesto de funcionários em Porto Alegre

Ônibus da linha Restinga circularam em menor número nesta manhã

Funcionários se concentraram na garagem da empresa STS
Funcionários se concentraram na garagem da empresa STS Foto : Vinícius Roratto
Após protesto de funcionários que trabalham nas linhas de ônibus da Restinga do Sistema Transportador Sul (STS) de Porto Alegre, contra a demissão de um colega, a direção da empresa resolveu readmitir o cobrador. A informação foi confirmada no final da manhã desta quinta-feira.

A manifestação ocorreu a partir das 9h. Dos 60 ônibus que deveriam estar circulando, apenas dois tinham deixado a garagem localizada no bairro Restinga, zona Sul da Capital. Reunidos, os funcionários ficaram de braços cruzados esperando um posicionamento da empresa quanto à readmissão do colega. Agentes do 21º Batalhão de Polícia Militar (21º BPM) foram chamados para conter um possível tumulto, mas não houve transtornos.

Maurício Barreto foi demitido na tarde de quarta, desencadeando a articulação dos colegas. Segundo o presidente da comissão de negociação do dissídio, Alceu Weber, a mobilização começou por volta das 4h, quando o expediente deveria ter começado. “Não podemos aceitar esse tipo de pressão por parte da empresa”, afirmou Weber. Ele questionou ainda a ausência de representantes do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, que não compareceu para auxiliar o funcionário. “É impossível acreditar que a demissão não foi política”, rebateu ele.

O cobrador integra a comissão que discute a reposição salarial da categoria e considerou sua saída uma retaliação política. “Após três anos de trabalho, apenas agora a empresa descobriu que não tenho o perfil? Estranho que isso ocorra no meio de uma discussão sobre as condições de trabalho dos funcionários”, afirmou ele, lembrando que neste momento há déficit de motoristas e cobradores. A demissão ocorreu um dia após um movimento independente dos rodoviários realizar uma operação tartaruga na cidade. O ato questionou o possível aumento do valor das passagens e tópicos do acordo firmado entre os sindicatos dos Rodoviários e das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), que são rejeitados.

Os maiores prejudicados com a mobilização, no entanto, foram os passageiros. Cerca de 50 mil pessoas foram afetadas. Isso porque sem a saída dos ônibus as paradas ficaram lotadas nas primeiras horas da manhã. Para amenizar a situação, foram deslocados ônibus de outras empresas vinculadas ao STS - Viação Belém Novo, Viação Teresópolis Cavalhada e Transportes Coletivos Trevo - que atendem a outras linhas ou são de reserva para dar o suporte e fazer os roteiros. Com a medida, a situação começou a normalizar.

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