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Cobrança de excessos em período de racionamento de água geram polêmica em Bagé

Segundo prefeitura, a pressão do ar movimenta o medidor de consumo e provoca alteração no preço

A cobrança da água consumida pela população e os excessos apontados pelo Departamento de Água e Esgotos de Bagé (Daeb), da prefeitura, têm causado polêmica, na cidade de Campanha que passa por racionamento, em razão da estiagem. O vereador Gustavo Morais contesta a cobrança de taxas com base na área construída. “Mudando para tarifa, a população vai pagar somente o que consome, já que a maioria das residências de Bagé possui hidrômetros para medição”, explicou.

Para Morais, é injusto uma família pequena pagar taxa maior somente porque reside em uma casa grande e não pelo consumo real. Outra preocupação é com o número crescente de cobranças de excesso de consumo de água, justamente no período em que a população está sendo abastecida apenas 11 horas por dia.

Ao buscar explicações técnicas para o problema, o vereador obteve um parecer de que os excessos registrados teriam origem na pressão exercida pelo ar, que movimentaria o hidrômetro, mesmo com a rede vazia. “Isso acontece sempre quando há racionamentos. O correto seria que o Daeb não cobrasse excessos nesses períodos”, sugere o parlamentar. 

O diretor do Daeb, Kiwal Parera, admite que a pressão movimenta o hidrômetro para a frente quando começa o enchimento da rede, mas disse que ele também retrocede quando esvazia. Sobre os excessos, justifica que as taxas pagas em 10 de março são referentes ao consumo de dezembro de 2010, quando ainda não havia racionamento. Já, com relação à forma de cobrança, argumenta que se trata de uma legislação aprovada em gestão passada. “Estamos apenas cumprindo o que está escrito”, explica.


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