Ao abrir a caixa, os policiais perceberam que, pelo movimento e formato, havia cobras dentro de um saco de pano. Devido à falta de equipamentos adequados no local e por não saber de que espécie se tratava, os animais foram apreendidos e levados ao zoológico da Universidade de Passo Fundo (UPF) para avaliação. Lá, foram identificados um macho e uma fêmea da espécie popularmente conhecida como “cobra-do-milho”, nativa dos Estados Unidos e não venenosa, criada normalmente em cativeiro.
A caixa chegou aos Correios sem a devida Guia de Transporte Animal (GTA), nem parecer técnico oficial ou licença expedida por autoridade competente para introduzir espécie animal no País. O zoológico da UPF foi nomeado como fiel depositário das cobras. A polícia ambiental localizou o destinatário da correspondência na cidade, que responderá a termo circunstanciado pela introdução de animal no Brasil sem a documentação exigida e também por maus tratos, de acordo com a Lei dos Crimes Ambientais.