Geral

Colégio estadual de Parobé deve retomar aulas na quarta-feira

Reparos nas salas atingidas pelo incêndio ainda não foram realizadas

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta para incêndio criminoso
Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta para incêndio criminoso Foto : Stephany Sander / Especial CP
Somente na quarta-feira devem ser retomadas as aulas no Colégio Estadual João Mosmann, em Parobé. A instituição foi alvo de um incêndio no último sábado e não teve tempo de recuperar as partes atingidas pelo fogo.

“Gostaríamos de ter aberto a escola normalmente nesta segunda, mas não temos condições. O prédio está sem energia elétrica e com canos do abastecimento de água danificados pelo fogo. Desde o início do ano estamos registrando uma série de invasões e furtos. Toda a comunidade escolar está revoltada com essa situação”, explica a diretora Mariane Gröss.

Mariane revelou ainda que, na última quinta-feira, membros da direção escolas procuraram o Ministério Público Estadual para relatar a situação de insegurança no educandário. “O prédio sofreu arrombamento na madrugada de quinta e levaram alguns aparelhos eletrônicos e uma quantia em dinheiro do caixa da secretaria. Disseram que tínhamos poucas provas e que nada poderia ser feito. Infelizmente, parte da documentação que já tínhamos para estes encaminhamentos foi danificada pelo fogo. Fizeram de propósito”, ressalta Mariane.

O incêndio ainda danificou parte das salas administrativas do colégio, destruiu o laboratório de informática e a área onde fica a direção, a secretaria e a coordenação, além de dois banheiros e a cozinha da instituição.

Um mutirão de limpeza, que estava sendo organizado pelos pais e alunos, e que iria ser realizado no domingo acabou sendo cancelado a pedido da 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). A titular da pasta, Helenise Juchem, esteve nesta segunda-feira pela manhã na escola avaliando os danos e autorizou uma ação de limpeza e reparos emergenciais, que deve ocorrer na manhã desta terça-feira. Conforme a Polícia Civil, que está investigando o caso, as provas e depoimentos colhidos até o momento dão conta de que o incêndio foi criminoso.