“Com o aumento da força em um dos motores houve um maior uso de corrente elétrica. Com isso, aconteceu um rompimento no fornecimento de energia da mesa de comando para o quadro de distribuição”, explicou Vitello. Segundo ele, a pane desta sexta-feira é consequência do desgaste natural causado após a colisão de dois anos atrás.
Em função do problema, a ponte precisou ser descida manualmente por cerca de 70 homens, o que causou um congestionamento de quatro horas e 14 quilômetros no local. Segundo Vitorello, o trabalho de içamento dos funcionários foi realizado em sistema de revezamento, uma vez que a força para girar a manivela era muito grande. “É preciso girar várias vezes para movimentar o vão. Formamos uma fila indiana de homens, com dois de cada lado”, descreveu.
Vitorello explicou ainda que estão sendo feitos reparos para que a ponte volte a funcionar. Equipes da Concepa investigam a falha desta sexta-feira e devem preparar um relatório sobre o assunto. Além do problema no içamento ocasionado no dia da colisão e o desta sexta, o levantamento do vão da Ponte do Guaíba também falhou em 30 de julho deste ano.
Caos no trânsito
A pane no vão móvel aconteceu por volta das 9h15min e o trânsito voltou a fluir às 13h45min. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o fluxo de veículos normalizou cerca de uma hora e meia depois. Durante esse período, pelo menos oito pacientes foram retirados do local por um helicóptero do Grupamento Aéreo da Brigada Militar e por viaturas da Concepa. Entre eles, havia três grávidas e dois pacientes com câncer, um deles que se deslocava para uma cirurgia.
O prefeito de Guaíba, Henrique Tavares, foi uma das pessoas que não conseguiu atravessar a ponte nesta manhã. Um foragido da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ) também foi capturado depois que motoristas suspeitaram que ele estaria rondando carros para assaltar.