Um dos produtores cooperados é Júlio César Gonçalves. Ele possui oito vacas, e uma produção diária que deveria chegar a 105 litros de leite. Mas, na quarta-feira, entregou apenas 74 litros para a Camal. “Não há pasto, nem água no açude. Está ficando cada vez pior”. O produtor lamenta ainda não ter plantado as sementes de sorgo forrageiro que comprou prevendo o plantio em setembro. “Preparei a terra e, agora, só posso olhar para ela. Acho que vou guardar os 20 quilos de semente e o adubo para o ano que vem e esperar para plantar aveia em maio."
Já a produtora Maria da Mota cria quatro vacas leiteiras e já vê sua produção reduzir de 30 litros por dia para 10 litros/dia. “Antes saía com mais de um balde para tirar leite. Agora, não consigo encher um”. Todo o leite produzido é utilizado por Maria para a produção de queijos, o que garante a renda da família. “Antes, conseguia fazer dois queijos por dia. Hoje, é um a cada dois dias”.
A prefeitura de Aceguá avalia os danos e elabora laudos à Defesa Civil a fim de decretar situação de emergência até o início da próxima semana. No interior do município, falta água potável e um caminhão distribui 10 mil litros de água por dia.