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Com atraso, obra na rua Anita Garibaldi deve ficar pronta em maio de 2014

Engenheiro da prefeitura estima conclusão em 40% e prevê retomada em uma semana

Com atraso, obra na rua Anita Garibaldi deve ficar pronta em maio de 2014
Com atraso, obra na rua Anita Garibaldi deve ficar pronta em maio de 2014 Foto : Mauro Schafer
A demora na construção da trincheira da rua Anita Garibaldi, em Porto Alegre, alterou a rotina de quem passa diariamente pelo local. Enquanto convivem com a poeira, o trânsito interrompido e o tráfego lento na região, vizinhos reclamam que não veem evolução nas obras. A descoberta de um rochedo impediu o avanço dos trabalhos há cerca de dois meses. A prefeitura promete uma solução para os próximos dias, mas a conclusão só deverá ocorrer em maio de 2014.

“É uma obra que pretendemos ainda no mês de outubro, ainda na primeira quinzena, retomar”, explica o engenheiro Rogério Baú, coordenador técnico da Secretaria Municipal de Gestão. De acordo com ele, o bloco localizado durante as obras será detonado a frio - ou seja, sem a utilização de explosivos. Antes disso, será necessário firmar uma aditivo financeiro à obra, inicialmente orçada em R$ 10,7 milhões. O engenheiro afirma que ainda não há uma definição de qual será o valor final, mas ele ficará dentro do limite da obra.

A formação rochosa foi encontrada durante os detalhamentos executivos. “Licitamos o projeto básico, mas para detalhar o projeto que move a planta definitiva tínhamos de avançar na questão da investigação geológica. Nessa investigação encontramos alguns pontos de rocha”, detalha Baú. Segundo ele, as paredes diafragma já foram executadas em sua totalidade, o que representa 40% da obra.

Restaurante contabiliza prejuízo com atraso na obra

Enquanto a obra não recomeça, a vizinhança segue convivendo com os transtornos. Quando inauguraram um restaurante na rua Anita Garibaldi, em maio deste ano, os proprietários esperavam que o cronograma da obra seria cumprido - ou seja, que a passagem de nível estivesse concluída até o final de 2013. Como isso não ocorreu, o empreendimento, com capacidade para 470 pessoas, ficou prejudicado. “Perdemos bastante, porque antes havia circulação aqui na frente, tinha visibilidade”, lamenta o gerente, Cleiton Luís Ott. Ele calcula que o público recebido diariamente seja 50% menor em razão da obra. “Muita gente nem sabia que o restaurante estava aberto.”

O biólogo Antônio Pires, 68, passa pela Anita Garibaldi diariamente e é favorável à obra, mas reclama da demora. De acordo com ele, o trânsito ficou mais complicado no local, além de o intervalo das sinaleiras ter aumentado. “Sem medo de errar: há 60 dias não é feito nada aqui”, calcula. “Acho que essa rocha se chama falta de ‘grana’”, disse, referindo-se ao motivo apontado para a paralisação da obra.

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