“É uma obra que pretendemos ainda no mês de outubro, ainda na primeira quinzena, retomar”, explica o engenheiro Rogério Baú, coordenador técnico da Secretaria Municipal de Gestão. De acordo com ele, o bloco localizado durante as obras será detonado a frio - ou seja, sem a utilização de explosivos. Antes disso, será necessário firmar uma aditivo financeiro à obra, inicialmente orçada em R$ 10,7 milhões. O engenheiro afirma que ainda não há uma definição de qual será o valor final, mas ele ficará dentro do limite da obra.
A formação rochosa foi encontrada durante os detalhamentos executivos. “Licitamos o projeto básico, mas para detalhar o projeto que move a planta definitiva tínhamos de avançar na questão da investigação geológica. Nessa investigação encontramos alguns pontos de rocha”, detalha Baú. Segundo ele, as paredes diafragma já foram executadas em sua totalidade, o que representa 40% da obra.
Restaurante contabiliza prejuízo com atraso na obra
Enquanto a obra não recomeça, a vizinhança segue convivendo com os transtornos. Quando inauguraram um restaurante na rua Anita Garibaldi, em maio deste ano, os proprietários esperavam que o cronograma da obra seria cumprido - ou seja, que a passagem de nível estivesse concluída até o final de 2013. Como isso não ocorreu, o empreendimento, com capacidade para 470 pessoas, ficou prejudicado. “Perdemos bastante, porque antes havia circulação aqui na frente, tinha visibilidade”, lamenta o gerente, Cleiton Luís Ott. Ele calcula que o público recebido diariamente seja 50% menor em razão da obra. “Muita gente nem sabia que o restaurante estava aberto.”
O biólogo Antônio Pires, 68, passa pela Anita Garibaldi diariamente e é favorável à obra, mas reclama da demora. De acordo com ele, o trânsito ficou mais complicado no local, além de o intervalo das sinaleiras ter aumentado. “Sem medo de errar: há 60 dias não é feito nada aqui”, calcula. “Acho que essa rocha se chama falta de ‘grana’”, disse, referindo-se ao motivo apontado para a paralisação da obra.