Com câncer raro de médula óssea, paciente precisa urgente de doação de plaquetas
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Com câncer raro de médula óssea, paciente precisa urgente de doação de plaquetas

Interessados devem se enquadrar em uma lista de requisitos para descobrir se estão apto para doar

Por
Jessica Hübler

Rodrigo Barros e o pai Luís Fernando Lopes Fernandes de Barros

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Um tipo de câncer raro de medula óssea, identificado como mieloma múltiplo, foi descoberto em Luís Fernando Lopes Fernandes de Barros em março de 2018. Conforme informado aos familiares, não há cura para a doença, mas o transplante autólogo de medula óssea e a quimioterapia ajudam a dar maior sobrevida. Por conta disto, o Luís precisa da ajuda de doadores de plaquetas com urgência. Ele realizará o transplante autólogo de medula ainda este mês e, após o procedimento, precisará de reposição das plaquetas. Por isto a urgência.

O potencial doador precisa ter tipo sanguíneo A (positivo ou negativo) ou AB (positivo ou negativo). As doações precisam ser realizadas no Hospital Moinhos de Vento (HMV), em Porto Alegre e direcionadas ao Luís. É preciso realizar agendamento com antecedência através dos telefones (51) 3314-6928 ou (51) 3314-6960. Basta entrar em contato para agendar e dar o nome do paciente: Luís Fernando Lopes Fernandes de Barros.

Conforme o filho de Luís, o professor Rodrigo Barros, a situação é complexa. De cinco pessoas que já foram ao hospital para tentar doar, apenas uma ainda não foi rejeitada no processo de doação. "Ele precisa de no mínimo 10 doadores, é bastante complicado. São muitas restrições", afirmou.

Requisitos 

Segundo ele, é preciso que a pessoa interessada em doar esteja dentro de diversos critérios como ter idade entre 18 e 69 anos; ter mais de 60kg; ser saudável; não ter tido nenhuma doença autoimune; não ter saído do país nos últimos 30 dias; mulheres precisam ter doado sangue anteriormente e não ter tido mais de uma gestação; entre diversos outros requisitos.

"Primeiro é necessário agendar para fazer uma entrevista e coleta prévia de sangue, onde se verifica se a pessoa está realmente apta para doar. Depois, somente quando o médico fizer a requisição, o hospital entra em contato com os doadores previamente selecionados. No momento ele precisa que sejam aprovados 10 doadores", destacou.

Conforme Rodrigo, o pai deve ser internado no Hospital Moinhos de Vento ainda esta semana e precisa tomar uma série de medicamentos antes de realizar a coleta das células tronco. Após, passará por uma quimioterapia e, depois de um tempo, as células tronco serão reintroduzidas. "Precisamos conseguir doadores aptos para doação, que deve ser necessária ainda no mês de fevereiro", declarou. O banco de sangue do HMV funciona de segunda a sexta das 8h às 14h.