Os manifestantes saíram correndo pela Avenida Rio Branco e entraram na Rua México, onde voltaram a praticar atos de vandalismo, depredando os vidros de agências bancárias, de pontos de ônibus e jogaram caixas de coleta de lixo, feitas de material plástico, altamente inflamável, no meio da pista, e atearam fogo.
Os manifestantes atiraram pedras portuguesas retiradas da calçada contra fachadas de prédios públicos e comerciais destruindo as vidraças da porta de entrada dos edifícios. Postes de sinalização de trânsito também foram arrancados pelos manifestantes em vários pontos da região central da cidade.
A PM voltou a usar muitas bombas de efeito moral e uma nuvem de fumaça tomou conta da Avenida Rio Branco e das ruas tranversais. O protesto teve vários integrantes do grupo Black Bloc usando máscaras e panos para cobrir o rosto.
Devido ao clima de guerra no centro da cidade, muitas pessoas preferiram aguardar nos seus locais de trabalho que a situação voltasse ao normal para retornar para casa. Mesmo assim - mais cedo - por volta das 19h30, quando a situação se acalmou, trabalhadores deixaram prédios comerciais da Avenida Rio Branco e Avenida 13 de Maio e acabaram sofrendo com as ações da Tropa de Choque da PM no momento em que os confrontos recomeçaram.
Apesar da Polícia Militar usar muitas bombas de efeito moral, os manifestantes que se dispersam pelas ruas transversais à Avenida Rio tentam retornar à Praça Floriano, em frente à Câmara Municipal. Uma barreira foi feita pela polícia no final da Avenida Rio Branco para evitar a aproximação dos manifestantes às escadarias do Palácio Pedro Ernesto.
De acordo com a PM, pelos menos 20 pessoas foram presas durante a manifestação e levadas para a 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), na zona Norte da cidade. Entre os detidos há cinco menores e um homem de nacionalidade alemã, que cuspiu no rosto de um policial da Tropa de Choque e acabou preso.