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Com medo de depredações e saques, lojistas protegem fachadas

Empresário usou toras de eucalipto para impedir vandalismo durante protesto

Três lojas de empresário receberam proteção ´antivandalismo´
Três lojas de empresário receberam proteção ´antivandalismo´ Foto : André Ávila
Para evitar depredações e saques durante nova manifestação em Porto Alegre nesta quinta-feira, lojistas protegem fachadas numa verdadeira operação de guerra. O empresário Itamar Amorim, 56 anos, resolveu instalar toras de eucalipto nas três lojas de calçados que ficam no Centro da Capital, área onde os ataques de vândalos têm sido mais frequentes.

Como num forte apache, os trabalhadores desenharam uma trama de toras de madeira para impedir que uma pessoa passe da calçada para o comércio. "Tive a ideia quando voltava do médico na terça-feira, dia seguinte à manifestação. Não conseguia parar de pensar num jeito de impedir a ação de bandidos. De tanto matutar, cheguei nessa ideia", contou o empresário, quando inspecionava, na praça XV, a execução de seu projeto arquitetônico "antivandalismo".

Responsável pela instalação das cercas, João de Cristo, informou que foram usados mais de seis quilos de pregos, cinco quilos de arame e gastos R$ 1,3 mil em madeira. “É uma estrutura comum utilizada nas obras para dar proteção. Ela é bem resistente”, explicou ele, que trabalhou durante mais de duas décadas na construção civil. O serviço começou na noite de quarta-feira e seguiu até o início da madrugada de ontem, dia dos protestos.

Assim como ele, outros empreendedores acharam alternativas. Chapas de compensado na frente das vidraças, reforço nas grades e fechaduras também foram apostas para evitar problemas. As iniciativas seguem o aconselhamento da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL PoA), que divulgou uma série de recomendações aos comerciantes com estabelecimentos localizados na provável rota do protesto de hoje.

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