Como num forte apache, os trabalhadores desenharam uma trama de toras de madeira para impedir que uma pessoa passe da calçada para o comércio. "Tive a ideia quando voltava do médico na terça-feira, dia seguinte à manifestação. Não conseguia parar de pensar num jeito de impedir a ação de bandidos. De tanto matutar, cheguei nessa ideia", contou o empresário, quando inspecionava, na praça XV, a execução de seu projeto arquitetônico "antivandalismo".
Responsável pela instalação das cercas, João de Cristo, informou que foram usados mais de seis quilos de pregos, cinco quilos de arame e gastos R$ 1,3 mil em madeira. “É uma estrutura comum utilizada nas obras para dar proteção. Ela é bem resistente”, explicou ele, que trabalhou durante mais de duas décadas na construção civil. O serviço começou na noite de quarta-feira e seguiu até o início da madrugada de ontem, dia dos protestos.
Assim como ele, outros empreendedores acharam alternativas. Chapas de compensado na frente das vidraças, reforço nas grades e fechaduras também foram apostas para evitar problemas. As iniciativas seguem o aconselhamento da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL PoA), que divulgou uma série de recomendações aos comerciantes com estabelecimentos localizados na provável rota do protesto de hoje.