Durante o protesto dos caminhoneiros em Três Cachoeiras a carga de vários veículos estragaram, como a de dois caminhões com 30 toneladas de peixes. Situação difícil enfrentou Luiz da Silva, que transportava mais de 19 toneladas de laranja de São Paulo para São Sebastião do Cai. Com a parada, a carga começou rapidamente a deteriorar. "O destino dela era o mercado local. Agora boa parte não tem nem mais condição de consumo", lamentou ele.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 2 mil caminhões estavam na BR 101, em Três Cachoeiras, na tarde desta quarta. A situação seguiu inalterada à noite. Conforme a PRF, o bloqueio é o maior do país.
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Dificuldades também enfrentaram os caminhoneiros Paulo da Rosa, Cilesio Gallas e Cristiano Diesel. Parados desde a tarde de terça, já estavam quase sem alimentos na tarde desta quarta. "A situação é miserável. Só queremos ir para casa", disse Rosa, enquanto ajudava a improvisar o almoço.
Enquanto o bloqueio persistia, o governo abriu negociações com a categoria para tentar o desbloqueio de rodovias. Uma da propostas é aprovar sem vetos a Lei do Caminhoneiro. A reivindicação de redução do preço do diesel, porém, foi descartada pelo Planalto.
“Vamos aguardar essas manifestações, a suspensão do movimento. Estamos confiantes, pela qualidade e pelo esforço do governo, numa resposta positiva”, avaliou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto. “Estamos seguros de que (a proposta) tem base forte positiva para que possamos sair dessa situação que estamos vivendo, recuperar o ambiente de normalidade e preservarmos toda uma agenda.”
Com motoristas parados, cargas de caminhões deterioraram
Cerca de 19 toneladas de laranja que iria para São Sebastião do Caí estão estragando na BR 101