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Com parcelamento de salários, servidores de Cachoeirinha fazem greve por tempo indeterminado

Caso vai ser reavaliado no dia que folha de pagamento for integralizada

Servidores de Cachoeirinha entraram em greve nesta semana devido ao parcelamento de salários pelo segundo mês consecutivo. Segundo a prefeitura, serviços da área da saúde não foram afetados, e todos os postos de saúde seguem atendendo. Já na área da educação, há prejuízos: algumas escolas estão fechadas e em outras o atendimento é parcial. O Executivo ainda fazia um levantamento dos colégios sem aulas, no período da tarde.

Segundo o presidente do Sindicato dos Municipários, Guilherme Runge, a mobilização, que se iniciou nessa terça-feira, é por tempo indeterminado. No entanto, o caso vai ser reavaliado no dia em que a folha for integralizada: ”Na decisão de assembleia, a greve foi definida por tempo indeterminado. Nós vamos fazer uma nova assembleia, provavelmente no dia 13, para avaliar a continuidade. Mas a greve vai permanecer, no mínimo, até o dia 13", relatou.

Há mobilização todos os dias desta semana por parte dos servidores, com entrega de panfletos à população. A prefeitura deve aguardar até o dia 13 para conversar com os grevistas.

Os 3.462 funcionários concursados de Cachoeirinha, que tiveram os salários do mês de julho e de agosto parcelados, devem enfrentar o problema por pelo menos mais um mês. A parcela paga no último dia 5 foi de R$ 200. Segundo o Executivo, houve queda dos repasses dos governos estadual e federal e, por isso, não é possível honrar a folha de cerca de R$ 13 milhões na data prevista.

Os salários de outubro também não estão garantidos, mas a prefeitura prevê que os servidores concursados terão o pagamento normalizado em novembro e dezembro, quando há aumento dos repasses. Já os cerca de 220 cargos em comissão (CCs), cuja folha soma R$ 650 mil, terão os salários de agosto quitados apenas em 20 de setembro.