Com vacinação em andamento, mudam bairros com mais casos de Covid-19 em Porto Alegre

Com vacinação em andamento, mudam bairros com mais casos de Covid-19 em Porto Alegre

Maiores taxas de contaminação por 1 mil habitantes estão em Chapéu do Sol, Hípica, Pedra Redonda, Agronomia, Três Figueiras, Jardim Europa, Humaitá e Navegantes

Jessica Hübler

Dados apontam que região Central tem maior cobertura vacinal

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O comportamento da Covid-19 em Porto Alegre mudou bastante com o passar dos meses. Quando os primeiros casos começaram a ser registrados, os perfis populacionais eram diferentes. Como os primeiros diagnósticos positivos da doença foram de pessoas que chegavam do exterior ou então daquelas que tiveram contatos com os viajantes, era possível observar uma tendência de aumento em bairros como Jardim Europa, Três Figueiras e Petrópolis, por exemplo.

Aos poucos a disseminação da Covid-19 começou a ser percebida pela Vigilância em Saúde da Capital, que acompanha detalhes da presença do novo coronavírus na população da cidade. Conforme informações do mapeamento de casos que consta no Boletim Epidemiológico Covid-19 15/2021 da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), as maiores taxas por 1 mil habitantes estão nos bairros: Chapéu do Sol, Hípica, Pedra Redonda, Agronomia, Três Figueiras, Jardim Europa, Humaitá e Navegantes.

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No Chapéu do Sol a população é de 2.913 e a soma de casos está em 458, o que representa uma taxa de 157.23 por 1 mil habitantes. Já no Humaitá, são 11.502 habitantes e a soma de casos ficou em 1.613, com taxa por 1 mil habitantes de 140.24. A população no Jardim Europa é de 2.299 e a soma de casos é 348, com taxa de 151.37 por 1 mil habitantes. A população no bairro Navegantes é de 4.327 e foram somados 637 casos, o que resultou em uma taxa por 1 mil habitantes de 147.22.

No Três Figueiras a população é de 4.070 e a soma de casos está em 567, o que representa uma taxa de 139.31 por 1 mil habitantes. Já no Pedra Redonda, são 274 habitantes e a soma de casos ficou em 70, com taxa por 1 mil habitantes de 255.47. A população no Agronomia é de 2.331 e a soma de casos é 371, com taxa de 159.16 por 1 mil habitantes.

De acordo com a gerente da unidade de Vigilância Epidemiológica da SMS, Juliana Maciel, as taxas apresentam o número total de casos georreferenciados para cada um dos bairros durante todo o período da pandemia e não somente novos casos. “É o número acumulado, ou seja, a prevalência de casos desde o início da pandemia até o momento nesses bairros”, explica.

Segundo ela, algumas questões ficam no entorno dessa distruibção nos casos nos bairros. "O acesso aos exames e a sensibilidade das pessoas que vão buscar um diagnóstico quando sintomáticas e também a exposição são os dois fatores predominantes e condicionantes para pensarmos que temos maior número de casos em determinadas regiões do que em outras", enfatiza.

Conforme Juliana, o mapa representa uma proporção para o quantitativo de habitantes de determinado bairro e os números do mapa representam os casos diagnosticados. "Temos regiões bem diferentes, bairros de diferentes condições sociais  que influenciam diretamente na taxa de incidência de casos", afirma. Segundo ela, bairros que têm apresentado tendência de alta nas últimas semanas podem apresentar uma população mais exposta, ainda não vacinada, diferente de bairros da região Central, por exemplo, como o Centro Histórico e o Menino Deus, que concentram uma população com faixa etária mais avançada, mas que já têm parcela da população vacinada.

"Podem ser efeitos da imunização, ou as pessoas contraíram a doença e tiveram sintomas leves ou ficaram assintomáticas e não realizaram o teste, ou então realmente não há aumento de contaminação nessas regiões, são as hipóteses", reitera.


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