O comandante-geral da Brigada Militar, coronel João Carlos Trindade, manifestou-se na Rádio Guaíba, nesta quarta-feira, contra o projeto de lei, aprovado pelo Congresso, que anistia policiais militares que participaram de movimentos salariais, em oito Estados. O Rio Grande do Sul não está incluído. Trindade, que também preside o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais de Polícias Militares e Bombeiros, disse que se o projeto for sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será dado "um coice na lei".
Conforme o comandante, a anistia, que abrange o período de 1997 a 2010, beneficiaria policiais condenados pelo Código Penal Militar por terem cometido crimes de insubordinação, omissão de socorro, danos a viaturas e até homicídio, entre outros, durante as campanhas reivindicatórias. Trindade alerta que os punidos poderão recorrer à Justiça para reaver direitos suprimidos.
O coronel encaminhou documentos aos demais comandantes e ao ministro da Justiça, Tarso Genro, alertando sobre as consequências da anistia. Ele observa que as leis relativas aos direitos dos policiais podem ser mudadas no futuro, mas "as que estão em vigor devem ser cumpridas".
Comandante da BM considera anistia a PMs "um coice na lei"
Coronel Trindade comentou projeto que "perdoa" participantes de movimentos salariais em oito Estados