Erir foi substituído dois dias após a divulgação de um boletim interno, distribuído entre os oficiais na última quinta-feira e exposto pela imprensa no último sábado, em que o comandante concede anistia aos policiais que receberam punições administrativas desde o início da gestão dele, em 2011. No domingo, Beltrame criticou a medida.
Nem Beltrame nem o coronel concederam entrevista. “Mudanças fazem parte do processo de gestão e devem ser vistas com naturalidade”, disse Beltrame por meio de nota. “Quero ressaltar o trabalho e a integridade do comandante, além de seu amor à corporação que comandou.”
Erir estava havia um ano e dez meses à frente da Polícia Militar do Rio. Atingido por uma série de denúncias de violência policial e prisões arbitrárias durante as manifestações iniciadas em junho, o coronel chegou a discutir com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSol) e a criticar a atuação de advogados por meio do perfil oficial da Polícia Militar do Rio no Twitter.