O coronel João Carlos Trindade, comandante-geral da Brigada Militar no Estado, afirmou, em entrevista exclusiva à Rádio Guaíba, que equalizar o aumento dos servidores da corporação tendo como base o reajuste definido para os cargos mais altos, de 19,9%, é economicamente inviável. Trindade explicou que a informação é da Secretaria da Fazenda do Estado.
O comandante-geral reiterou, entretanto, que as reivindicações da classe são legítimas e que ele está intermediando as negociações entre o Executivo e os servidores da Brigada Militar. De acordo com a proposta apresentada pela governadora Yeda Crusius, receberiam reajuste de 5% soldados, cabos, sargentos, subtenentes e tenentes, enquanto capitães, majores, tenente-coronéis e coronéis seriam beneficiados com 19,9% de aumento.
Trindade explicou que sua "dupla função" neste momento é garantir a legitimidade dos pedidos das classes da Brigada Militar descontentes com o reajuste e assegurar que o policiamento no Estado siga funcionando normalmente. "As negociações não estão fechadas. A Brigada não quer e nem pode fazer greve", afirmou.
Comandante-geral da BM diz que aumento de 19,9% é inviável
Coronel João Carlos Trindade concedeu entrevista exclusiva à Rádio Guaíba