No Interior do Estado, os Batalhões Ambientais, em Xangri-Lá, Santa Maria e Passo Fundo, estão aplicando a pesquisa, que apresentam os questionários em escolas, locais de grande circulação de eventos. A área de atuação destas unidades atingem a todos os municípios. Neste caso, os dados ainda não ficaram prontos.
Questões podem alterar comportamento
O levantamento é composto de 14 questões práticas como se deixa aparelhos de som, computadores entre outros ligados quando não estão sendo usados, se costuma separar do lixo pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. Hábitos que podem se mudados ou mantidos para preservar a natureza.
De acordo com o comandante do CABM, coronel Jorge Luiz Agostini, no Rio Grande do Sul ainda não tinha sido feito um trabalho deste tipo, fazendo uma radiografia do modo de agir da população. O oficial também considera que este trabalho serve de alerta para os entrevistados. Segundo o CABM, a pesquisa pode fazer com que sejam alterados hábitos prejudiciais ao meio ambiente. “Questões como, você verifica o aparelho eletrônico que estão comprando?”, exemplificou o coronel. “Procura aquele que consome menor energia?”.
Agostini revela que a média diária de consumo por pessoas para garantir a sustentabilidade é de 1,8 hectares de área disponível, considerando uma população mundial de 6 bilhões de pessoas. No entanto, ressaltou o oficial, desde 1999 a média de consumo por pessoa no mundo está calculada em 2,2 hectares, ou seja, cerca de 25% a mais do que o planeta pode suportar. “Já chegamos a uma situação de alerta”, alertou Agostini. “E algo precisa ser feito com rapidez”.
Diante deste quadro, disse o coronal, o CABM lançou a campanha Pegada Ecológica. “Buscamos um diagnóstico do comportamento dos gaúchos, a fim de desenvolver ações de educação ambiental”, explicou o coronel. “Está voltado a colaborar com a redução dos impactos na natureza, dentro da visão de desenvolvimento sustentável.”