Geral

Começa greve dos municipários em Porto Alegre

Movimento terá avaliação na sexta-feira

Os municipários de Porto Alegre cruzam os braços a partir desta quarta-feira, por tempo indeterminado. A decisão foi confirmada na manhã de ontem, após reunião com o prefeito em exercício, Sebastião Melo. Apesar de avanços na negociação salarial propostos pelo governo, os funcionários decidiram pela paralisação. A expectativa é de que 70% dos 18 mil servidores paralisem as atividades, afetando serviços de saúde, educação e assistência social.

Uma concentração deve ser feita a partir das 8h30min em frente ao Paço Municipal. A prefeitura propôs pagamento da reposição da inflação em três parcelas — a primeira imediata, a segunda em dezembro e a terceira em março de 2016. O vale-refeição teria reajuste no próximo pagamento. “A prefeitura pode retirar o projeto do efeito cascata de votação na Câmara se ele for essencial para a não continuidade da greve”, disse Melo.

A diretora-geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Solange Corrêa, destacou que as negociações podem ser classificadas como um “grande avanço” apenas se as propostas forem concretizadas. “No ano passado, foi estabelecido o mesmo cenário, mas nada mudou desde então.” Lembrou que a greve será avaliada na sexta-feira, em assembleia geral. “Até então, a greve está mantida. É importante a sinalização da retirada do projeto da Câmara, mas entendemos que até sexta a negociação deve avançar em outros pontos”, destacou a diretora do Simpa Carmen Padilha. Ela garantiu que os serviços essenciais serão mantidos. “Acataremos a decisão judicial. Aqueles que são considerados essenciais nós garantiremos o mínimo legal em funcionamento”, assegurou.

Melo advertiu que os grevistas terão corte de ponto. Ainda ontem, ele se encontrou com vereadores aliados para debater sobre o projeto do efeito cascata. “Vamos fazer todo esforço e contar com o bom senso do Simpa, um sindicato que fala essencialmente da cidadania, para que garanta os serviços essenciais e não faça obstrução dos prédios, impedindo servidores que desejam trabalhar”, afirmou.