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Começa o ajuizamento de ações trabalhistas por operários demitidos em Candiota

Liminares foram concedidas na Ação Cautelar, interposta pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, e na Ação Civil Pública

O advogado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, Jorge Fára, começou nesta sexta-feira o ajuizamento de ações trabalhistas individuais dos operários demitidos pela Empresa Iesa Projetos, Equipamentos e Montagem, uma das empreiteiras contratadas pelo grupo chinês Citic, responsável pela construção da Fase C da Usina Termalétrica de Candiota.

As ações são movidas pelos primeiros 140 trabalhadores demitidos pela Iesa no dia 18 de maio, e que no prazo de 10 dias conforme estabelece a legislação, não receberam os seus direitos rescisórios. Os outros cerca de 660 trabalhadores que receberam os avisos prévios nesta quinta-feira deverão ser pagos no prazo de 10 dias. 

A Iesa diz não possuir recursos para cumprir com essas obrigações, já que alega a falta de pagamentos do Grupo Citic, no valor de R$ 8 milhões. Por isso, a Justiça do Trabalho, através de duas sentenças liminares,determinou o bloqueio de bens da Iesa no canteiro de obras em Candiota, bem como dos seus créditos junto ao Citic.

A juíza da Segunda Vara Federal, em Bagé, Rosane Assmann, também determinou que a Iesa garanta alojamento e alimentação para os trabalhadores demitidos até que eles recebam os seus créditos, e ainda o fornecimentos das guias para o saque do FGTS e para a solicitação do seguro-desemprego.

As liminares foram concedidas na Ação Cautelar interposta pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, e na Ação Civil Pública proposta pela Defensoria Pública da União.