O tempo máximo de permanência na sala de prova é de quatro horas e meia – o estudante tem até 17h30min para terminar o Enem. Caso termine antes, o vestibulando é liberado a partir de duas horas após o início, ou seja, sai a partir das 15h.
Estudantes fizeram queixas com relação à proibição do uso de lápis, borracha e relógio durante as provas. Eles temem não conseguir controlar o tempo de realização da prova e terem problemas na hora de fazer rascunho. O Ministério da Educação (MEC) vetou o uso dos objetos por temer fraudes durante o processo seletivo.
No ano passado, um grupo furtou e tentou vender para a imprensa os cadernos de questões do Enem. Os cinco suspeitos respondem a processo na Justiça.
O último exame do Enem será aplicado amanhã e terá uma hora a mais por causa da redação. Serão 45 questões de linguagens e 45 de matemática, além da redação.
Confira abaixo algumas dicas para você ir bem na segunda prova:
Linguagens (português e inglês ou espanhol)
Neste ano o Enem avaliará os conhecimentos em um idioma estrangeiro, inglês ou espanhol. O professor de português Sérgio Crepaldi acha que não será cobrado um nível alto dessas línguas. Provavelmente, diz ele, serão palavras “que usamos naturalmente no cotidiano”.
Crepaldi destaca que o Enem costuma usar histórias em quadrinhos e tirinhas de jornal. Os textos são curtos, mas carregados de informação - que os estudantes devem interpretar o significado. "Quanto à gramática, é fundamental o conhecimento em concordância verbal e nominal, regência verbal, conjugação verbos e das palavras de ligação, como as conjunções."
Matemática (álgebra, geometria e estatística)
Diferente dos outros vestibulares, o Enem exige mais raciocínio lógico do que questões técnicas, conta o professor de matemática e física Ernani Ferrara. A parte de matemática deve tratar de geometria plana e funções de primeiro e segundo graus, além das matrizes. O aluno deve saber as fórmulas básicas para as soluções.
"As provas de hoje exploram mais as questões lógicas do que as técnicas. Não são exigidos cálculos tão pesados, mas questões contextualizadas, que possam ser aplicadas no dia a dia. Não é uma coisa decoreba, é mais democrática. Mesmo se o aluno não teve uma escola tão boa, ele tem condições de fazer o exame."
Redação
O professor de português Sérgio Crepaldi diz que o tema da redação “muito provavelmente” será sobre questões de política ou meio ambiente, “pois são assuntos atuais”. Uma dica do professor é sempre fazer um texto padrão com introdução do tema proposto, dois parágrafos de dissertação/argumentação e, no último parágrafo, fundamentar o texto com base no que argumentou antes. "A primeira coisa é estar bem informado com assuntos atuais. Não dá para fazer uma dissertação sem conhecimento prévio. Não pode nunca fugir do tema proposto."
Com informações do R7.