A estrutura fará a ligação de Porto Alegre com o Sul do Estado, passando pela Ilha do Pavão até a Ilha Grande dos Marinheiros, conectando rodovias de integração nacional, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Funcionando como alternativa, a expectativa é de que passem pela travessia 50 mil veículos por dia.
O Dnit e o Consórcio ponte do Guaíba já cadastraram as famílias impactadas pelo empreendimento. Foram identificadas 600 grupos residentes na faixa de domínio e outros 431 na área do parque. O reassentamento será feito em concordância com as orientações do órgão ambiental. Por enquanto, não há interferência das famílias no andamento dos trabalhos, informou o Dnit nesta segunda-feira.
A intenção da instalação é restabelecer o nível de serviço na chegada e saída de Porto Alegre, uma vez que o sistema atual foi considerado esgotado. As falhas na ponte antiga agravam os problemas no trânsito da região, refletindo até o Sul do Estado. De 1999 até 2010, a ponte foi interditada quatro vezes.
O valor do contrato para a nova ponte é de R$ 649,6 milhões. Ela terá 1,9 quilômetros de extensão em um total de 7,3 quilômetros, considerando acessos e elevados. Em cada sentido, haverá duas faixas de trânsito de 3,6 metros, refúgios central e lateral de, no mínimo, 1,20 metro, acostamento de, no mínimo, três metros de largura. A obra vai utilizar um total de 170 metros cúbicos de concreto e irá consumir 17,6 mil toneladas de aço. A previsão é de contratação de 1,1 mil operários.
A presidente Dilma Rousseff assinou, em março deste ano em Brasília, o contrato para construção da segunda ponte sobre o Guaíba com o Consórcio Ponte Guaíba, vencedor da licitação, formado pela Construtora Queiroz Galvão e pela EGT Engenharia. A obra terá prazo de três anos para conclusão.