Neis foi denunciado por tentativa de homicídio. De acordo com o Judiciário, durante todo o processo deverão ser ouvidas, entre vítimas e testemunhas, aproximadamente cem pessoas.
De acordo com a Polícia Civil, Neis teria investido contra um grupo de ciclistas, integrantes do Massa Crítica, que faziam uma passeata, no final da tarde de fevereiro. Dias após o atropelamento, o suspeito apresentou-se à Polícia e alegou ter agido em legítima defesa, dele e de seu filho de 15 anos. Neis foi liberado após depor.
Em março, a Justiça decretou a prisão do suspeito, que foi detido por policiais civis em um hospital, onde tinha se internado. A defesa do funcionário do Banco Central, inclusive, tentou que ele fosse levado para o Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), após ter sido liberado deste hospital.
Uma avaliação realizada por especialista, no entanto, chegou a conclusão de que o servidor público poderia ficar no Presídio Central, para onde foi levado e solto algum tempo depois, por decisão da Justiça, que lhe concedeu um habeas corpus.