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Começam depoimentos do processo contra o atropelador de ciclistas

Caso de atropelamento coletivo ocorreu em fevereiro em Porto Alegre

Caso de atropelamento coletivo ocorreu em fevereiro em Porto Alegre
Caso de atropelamento coletivo ocorreu em fevereiro em Porto Alegre Foto : Tarsila Pereira / CP Memória
Começou ontem, no Foro Central de Porto Alegre, a instrução do processo contra o funcionário do Banco Central, Ricardo Neis, 47 anos, apontado como o atropelador de um grupo de ciclistas, em fevereiro deste ano, no bairro Cidade Baixa, na Capital. Pela manhã, foram ouvidas duas das 17 vítimas. Os depoimentos à juíza Rosane Michels, da 1 Vara do Júri, continuaram pela tarde. Até as 19h30min, já tinham sido ouvidas nove testemunhas das 17 previstas.

Neis foi denunciado por tentativa de homicídio. De acordo com o Judiciário, durante todo o processo deverão ser ouvidas, entre vítimas e testemunhas, aproximadamente cem pessoas.

De acordo com a Polícia Civil, Neis teria investido contra um grupo de ciclistas, integrantes do Massa Crítica, que faziam uma passeata, no final da tarde de fevereiro. Dias após o atropelamento, o suspeito apresentou-se à Polícia e alegou ter agido em legítima defesa, dele e de seu filho de 15 anos. Neis foi liberado após depor.

Em março, a Justiça decretou a prisão do suspeito, que foi detido por policiais civis em um hospital, onde tinha se internado. A defesa do funcionário do Banco Central, inclusive, tentou que ele fosse levado para o Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), após ter sido liberado deste hospital.

Uma avaliação realizada por especialista, no entanto, chegou a conclusão de que o servidor público poderia ficar no Presídio Central, para onde foi levado e solto algum tempo depois, por decisão da Justiça, que lhe concedeu um habeas corpus.

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