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Comerciários protestam por reajuste em Porto Alegre

Vestidos de Papai Noel, manifestantes querem chamar atenção por "Natal magro"

Vestidos de Papai Noel, manifestantes querem chamar atenção por Natal magro
Vestidos de Papai Noel, manifestantes querem chamar atenção por Natal magro Foto : Vinicius Roratto
Centenas de comerciários caminharam nesta segunda pelas ruas do Centro de Porto Alegre para pedir reajuste salarial de 8%. Eles montaram uma banda, que tocou durante o ato, e mais de dez pessoas se vestiram de Papai Noel, com roupas folgadas. “Isso é para chamar a atenção e mostrar o Natal magro que estamos recebendo dos patrões”, afirmou o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre, Nilton Neco. Segundo ele, o Sindilojas Porto Alegre ofereceu aumento de 7%, índice recusado pela categoria. “Os lojistas precisam reconhecer o nosso trabalho, porque contribuímos para o crescimento do setor”, disse.

O secretário-geral da entidade e presidente da Força Sindical/RS, Cláudio Janta, explicou que a oferta dos donos de estabelecimentos representaria somente 1,5% de aumento real e a classe precisa de, no mínimo, 2%. “A proposta é indecente e obscena. A categoria rechaçou e o caso vai agora a julgamento no Tribunal Regional do Trabalho”, avisou. De acordo com ele, os lojistas querem que o funcionário abra mão dos feriados e domingos, com possibilidade de recuperação das horas trabalhadas até agosto. “Isso é um absurdo. Como que a pessoa vai lembrar até lá?”, alegou.

Ele disse que a Capital deveria seguir o exemplo de cidades do interior, que concederam reajuste de 8%, sem abertura das lojas nos domingos e feriados. “Esse é o caso de Canoas”, exemplificou Janta. “Este ano, o comércio vendeu bastante. A inadimplência está baixando e os trabalhadores querem a sua parte”, destacou.

Durante a passeata, algumas ruas foram bloqueadas para a passagem dos manifestantes. Eles seguiram pela avenida Alberto Bins, rua Doutor Flores, avenida Senador Salgado Filho, avenida Borges de Medeiros e Esquina Democrática. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) acompanhou todo o trajeto.