Proprietária de uma das 50 lojas que se uniram ao protesto, Silvia de Souza reclamou da falta de efetivo policial na cidade durante o inverno, o que segundo ela promove a lacuna necessária para que os criminosos atuem, sobretudo, contra as casas de comércio.
O tenente-coronel Paulo Ricardo Garcia admite que as ocorências podem estar relacionadas à falta de efetivo da Brigada Militar, que soma defasagem de 40% no município. Ele garante, porém, que o problema vai muito além da falta de policiamento. “Muitos criminosos são presos, colocados em liberdade e tornam a delinquir. Então é um problema de todo o sistema, que precisa ser revisto”, afirmou.
Só na última semana, duas lotéricas e duas lojas foram assaltadas nas imediações da avenida General Osório, no Centro do munícipio. Dados da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP) também dão conta de que oito assassinatos ocorreram em Capão da Canoa nos primeiros quatro meses do ano, um a mais do que no mesmo período em 2011.