Segundo uma das proprietárias de um mercado no bairro Humaitá, Ivana Mantovani, os prejuízos são incalculáveis. Ela citou que, mesmo colocando mercadorias de maneira improvisada na câmara de congelados, o problema está afastando os consumidores. “Como a maior parte das compras são feitas com cartão de crédito, não podemos concretizar as vendas, o que tem irritado os clientes”, contou ela. Às 20h desta terça, 1,6 mil pontos na Região Metropolitana e Litoral Norte ainda estavam sem o serviço.
Também na zona Norte, outro estabelecimento está tendo prejuízos. Um restaurante ficou fechado toda a segunda e a proprietária Glaci Maria Della Flora teve que colocar todos os alimentos no lixo, já que a falta de refrigeração fez com que a maioria estragasse ao longo do dia. Nas residências, moradores, que já estavam há mais de 24 horas sem luz, a rotina teve que ser alterada drasticamente para enfrentar o problema. Algumas famílias precisaram buscar assistência na casa de parentes e vizinhos, para, por exemplo, tomar banho.
A demora na solução dos problemas tem gerado ainda revolta na população. A principal reclamação é com a ausência total de previsão para retorno e informações por parte da concessionária. O Serviço de Proteção ao Consumiro (Procon) de Porto Alegre alerta os clientes que se sentirem prejudicados para reunirem o maior número de provas que comprovem danos e buscarem a companhia responsável. Se não houver resposta, é possível ainda ingressar judicialmente contra a mesma. Além disso, ele lembrou que depois de 30 minutos, os clientes devem ter desconto na conta de luz de acordo com o período que ficaram sem fornecimento.