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De acordo com o promotor Fábio Sbardelloto, ocorreram as adequações necessárias. "Não há nenhum perigo no local. O Ministério Público fica tranquilo com isso. Teremos um Carnaval seguro", disse em entrevista à Rádio Guaíba. "A questão elétrica, que era um dos riscos importantes, foi adequada. A sinalização, que é muito relevante, está plenamente correta, coerente com as exigências legais".
A programação terá início às 20h45min desta sexta, com a apresentação das escolas convidadas Mocidade da Lomba do Pinheiro e GRSCB Escola de Samba da Glória (21h35min). A primeira escola do Grupo Especial a pisar na passarela do samba será a União da Vila do IAPI, às 23h45min, seguida da Acadêmicos de Gravataí (01h05min), Unidos de Vila Isabel (2h25min), Academia de Samba Praiana (3h45min) e Bambas da Orgia (5h05min).
Bombeiros alertaram para problemas
Na quinta-feira, Fábio Sbardelotto revelou que o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PCCI) do Porto Seco estava vencido. O Ministério Público havia sido procurado pelos bombeiros, que alertaram sobre a ausência de ação da Prefeitura para corrigir medidas de segurança. Resultado: o MP concedeu prazo até as 10h desta sexta para que uma série de adequações fosse feita.
Sbardelotto afirmou que os riscos à comunidade carnavalesca eram reais, e citou como exemplo a tragédia de Santa Maria, afirmando que o Porto Seco tem problemas nas sinalizações e saídas. O MP apresentou à Prefeitura quatro folhas com 39 recomendações para que o município promova até amanhã uma readequação.
Entre as irregularidades verificadas, estavam a falta de extintores de incêndio, conforme previsto no PCCI, instalação elétrica deficiente e exposta, mangueiras vencidas ou fora do padrão recomendado pelo Inmetro, iluminação em desacordo com a legislação, pisos soltos na áreas de circulação, principalmente nas saídas, com risco de queda, além de problemas nas sinalizações de saída e de emergência dos camarotes.
Em 2011, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre já havia solicitado a interdição do Complexo e também da Usina do Gasômetro por falta de atendimento à obrigatoriedade do PCCI. O mesmo ocorreu em 2012, porém foram concedidos alvarás provisórios.