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Condições climáticas podem agravar desastre no Litoral Norte

Mancha de petróleo se estendeu por 3,5 quilômetros na beira da praia de Tramandaí

Óleo vazado de uma monoboia da Transpetro chegou à beira da praia de Tramandaí na tarde desta sexta-feira
Óleo vazado de uma monoboia da Transpetro chegou à beira da praia de Tramandaí na tarde desta sexta-feira Foto : Pedro Revillion
A MetSul Meteorologia alerta que, nas próximas horas, a direção e intensidade do vento, assim como as correntes marítimas, podem agravar o desastre ambiental em Tramandaí. Segundo a empresa, as correntes do mar nesta sexta-feira devem ser de Sudeste a Leste, o que pode levar mais petróleo para a praia e movimentar parte da mancha no mar mais para o Norte.

“A sorte é que a mancha de óleo foi estimada em um quilômetro quadrado e não tem uma extensão maior, caso contrário as conseqüências poderiam alcançar diversas outras praias do Litoral Norte”, analisou o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall. “Preocupa também que o vento deve soprar nas próximas 72 horas em Tramandaí com intensidade moderada e algumas rajadas, o que provoca maior dispersão do óleo”, esclareceu o meteorologista.

Vazamento atingiu a orla

O óleo vazado de uma monoboia da Transpetro chegou à beira da praia de Tramandaí, no Litoral Norte, na tarde desta sexta-feira. Técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), da Petrobras, do Comando Ambiental e do Corpo de Bombeiros monitoram a mancha de petróleo. Em alto-mar, o óleo se estendia por um quilômetro de extensão mas, ao chegar à areia, se estendeu por cerca de 3,5 quilômetros, desde a Arena do Bolamar até a Barra.

Às 16h, a empresa divulgou a seguinte nota oficial:

"A Transpetro informa que na manhã desta quinta-feira, 26, foi detectado um vazamento de óleo na monoboia do Terminal de Osório, em Tramandaí (RS), durante operação de descarregamento de um navio. Imediatamente, equipes de contingência da Transpetro e o Centro de Defesa Ambiental (CDA) foram acionados para iniciar os trabalhos de contenção e remoção do produto. Os órgãos ambientais, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Capitania dos Portos foram comunicados. As causas do incidente estão sendo investigadas pela Companhia. Ainda não foi possível quantificar o volume de óleo derramado"

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