O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, contestou, nesta segunda-feira, manifestação do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira de Lima, que teria dito que os municípios, inclusive os gaúchos, não recebem mais recursos para prevenção de calamidades porque a maioria não encaminha projetos ao ministério, ou apresenta planos com erros técnicos.
Em entrevista ao programa Guaíba.Com, da Rádio Guaíba, Ziulkoski disse que essa é a "forma de agir de governos estaduais e federal". Segundo ele, autoridades do Estado e União normalmente sobrevoam as áreas atingidas e dão entrevistas coletivas anunciando recursos, que depois não são repassados. O presidente da CNM afirmou que 60% dos impostos arrecadados vão para a União, 25% para o Estado e apenas 15% ficam nos municípios. "O dinheiro deveria ficar nos municípios, que têm a responsabilidade direta de atender os cidadãos", defendeu.
Ele também argumentou que não há qualquer determinação legal apontando que caiba somente aos municípios elaborar relatórios e projetos, em casos de emergência. Ziulkoski ressaltou que os prefeitos não devem fugir de suas responsabilidades, acrescentando que os governos municipais, estaduais e federal devem agir complementarmente para agilizar o repasse de recursos.
Confederação Nacional dos Municípios contesta ministro da Integração Nacional
Geddel Vieira Lima teria dito que falta de projetos, ou erros, impedem liberação de recursos para prevenir calamidades