Geral

Confirmadas 500 demissões na Fugast

Estado e município garantem nomeações e contratações para suprir vagas abertas

Pelo menos 500 funcionários Fundação de Gastroenterologia (Fugast) serão demitidos. A segunda audiência entre Justiça, servidores instituição, Ministério Público (MP) e Secretaria Municipal da Saúde confirmou a medida. De acordo com o secretário da Saúde de Porto Alegre, Carlos Casarteli, havia disposição da juíza Andréa do Amaral e do MP em prorrogar, por prazo determinado, parte dos desligamentos, mas a categoria reivindicou que a medida valesse para todos. Encerrada a reunião sem acordo, os servidores demitidos protestaram e deixaram o Foro Central escoltados pela segurança.

As demissões ocorrem após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando a saída de todos os trabalhadores terceirizados dos serviços de saúde no Estado. A categoria está em greve desde o dia 24 de fevereiro.

Com mais de 25 anos de experiência no Hospital Presidente Vargas, a técnica em enfermagem Alda Martins disse que a Fugast não tem dinheiro para pagar as rescisões e que agora não há perspectiva de manutenção do emprego. O diretor do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), João Ezequiel, afirmou que levará o caso à CPI municipal da Saúde para que faça auditoria nos contratos, pois há suspeita de desvio do dinheiro público, uma vez que não há verba para os desligamentos e para saldar 1,5 mil ações trabalhistas, segundo ele.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que está nomeando concursados e realizando contratações temporárias para suprir, gradualmente, as vagas abertas no Hospital Presidente Vargas. O Estado também garantiu nomeações para atender o Hospital São Pedro.

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