As demissões ocorrem após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando a saída de todos os trabalhadores terceirizados dos serviços de saúde no Estado. A categoria está em greve desde o dia 24 de fevereiro.
Com mais de 25 anos de experiência no Hospital Presidente Vargas, a técnica em enfermagem Alda Martins disse que a Fugast não tem dinheiro para pagar as rescisões e que agora não há perspectiva de manutenção do emprego. O diretor do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), João Ezequiel, afirmou que levará o caso à CPI municipal da Saúde para que faça auditoria nos contratos, pois há suspeita de desvio do dinheiro público, uma vez que não há verba para os desligamentos e para saldar 1,5 mil ações trabalhistas, segundo ele.
A Secretaria Municipal da Saúde informou que está nomeando concursados e realizando contratações temporárias para suprir, gradualmente, as vagas abertas no Hospital Presidente Vargas. O Estado também garantiu nomeações para atender o Hospital São Pedro.