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Confirmado terceiro caso de dengue contraída em Porto Alegre

Infestação pelo mosquito da dengue cresceu na cidade

Foi confirmado, nesta sexta-feira, o terceiro caso de dengue contraída em Porto Alegre. O homem é morador do bairro Jardim Carvalho, onde foram registradas outras duas pessoas com a doença. O paciente foi identificado, na segunda-feira, após buscas dos agentes de combate à dengue na região após a confirmação dos primeiros casos. Um bloqueio foi realizado no mesmo dia, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.

De acordo com o órgão, nenhum outro caso está sob suspeita. Na terça-feira, dois foram descartados - um morador do bairro Menino Deus e outro do bairro Farrapos. Eles fizeram dois exames que não confirmaram a presença da doença.

Nesta sexta-feira, foi divulgado que o índice de infestação predial pelo mosquito da dengue em Porto Alegre aumentou, de 2%, em janeiro, para 2,9%, em maio. O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado entre 21 e 28 de maio pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O percentual põe a Capital entre as cidades de médio risco, segundo os critérios do Ministério da Saúde.

Foram encontradas larvas do mosquito-vetor da dengue em 73 (93,5%) dos 78 bairros amostrados. Só cinco bairros na zona Sul – Guarujá, Serraria, Hípica, Chapéu do Sol e Ponta Grossa – não apresentaram registro do mosquito. Em 64 bairros, o índice foi igual ou superior a 1% (máximo considerado normal pelo Ministério da Saúde).

Desses, em oito bairros foram registradas marcas superiores a 3,9%, condição considerada de alto risco. O índice variou de 0,6% a 8,9%. Os bairros Três Figueiras, Chácara das Pedras, Boa Vista e Vila Jardim registraram a maior proporção.

O trabalho visitou 8.605 imóveis e encontraou larvas de Aedes aegypti em 249. Nesses imóveis foram identificados 289 criadouros. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli, há 50 bairros em situação de médio risco na cidade e 14 acima de 3,9%, o que é uma condição de alto risco: Passo d´Areia, Higienópolis, Vila Ipiranga, Passo das Pedras, Jardim Itu-Sabará, Três Figueiras, Chácara das Pedras, Vila Jardim, Boa Vista, Jardim Carvalho, Agronomia, Santa Teresa, São José e Lomba do Pinheiro.

Casartelli destacou, ainda, que os agentes comprovaram que os criadouros preferenciais do mosquito são os recipientes pequenos e móveis (vasos, potes, garrafas, pequenos recipientes móveis em geral), representando 68% do total de locais com larvas. O secretário acrescentou que o número elevado de pessoas que recusam a visita do Agente de Combate a Endemias pode aumentar o risco da doença, sobretudo nos bairros de maior condição sócio-econômica.