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Confirmados mais quatro casos de sarampo no Estado

Número de registros da doença chega a sete, todos na Região Metropolitana

A Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma nota técnica, nesta quarta-feira, relatando sete casos confirmados de sarampo no Rio Grande do Sul, para um total de 59 suspeitas, entre agosto e setembro. Em uma nota anterior, emitida há 43 dias, a Pasta confirmava três casos.

De acordo com o diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Francisco Paz, apenas um dos casos recém-confirmados não está relacionado com os três primeiros, notificados em Porto Alegre. Todas as ocorrências, porém, foram registradas na região Metropolitana.

Na nota de 22 de setembro, a Secretaria informou que o terceiro caso envolveu um bebê de nove meses que pegou sarampo em um consultório pediátrico da Capital em que também esperava atendimento uma das irmãs de 10 e 11 anos que contraíram a doença em Buenos Aires, no fim de julho. O resultado da filogenética do vírus, realizado pelo Laboratório Nacional de Referência para Sarampo, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, identificou no sangue das crianças o genótipo B3, que começou a circular em 2007 no território africano.

A Secretaria da Saúde reiterou ser imprescindível detectar e notificar, rapidamente, qualquer caso suspeito de sarampo, permitindo que as medidas de controle sejam tomadas. A pasta pede, ainda, que os pais e responsáveis atentem para a necessidade de aplicar a vacinação de rotina.

Definição de caso suspeito de sarampo
Toda pessoa que, seja qual for a situação vacinal, apresente febre e vermelhidão na pele, acompanhados de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou toda pessoa com suspeita de sarampo que tenha histórico de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.

Quem deve se vacinar
A vacinação deve incluir todas as pessoas de seis meses a 49 anos de idade que tiveram contato de cinco dias antes a cinco depois que a pessoa supostamente infectada apresentou vermelhidão na pele (mesmo domicílio, vizinhos, creches, salas de aula, sala de trabalho, unidade de atendimento, etc), e que tenham cartão de vacina incompleto para a idade, observando os seguintes critérios:

- 6 a 11 meses*: deve receber uma dose de vacina tríplice viral (TV);
- 1 a 3 anos: uma dose de TV;
- 4 a 19 anos: duas doses de TV;
- 20 a 49 anos: uma dose de TV;
* Lembrar que a dose em menor de um ano não é valida como dose de rotina de um ano de idade.

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