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Confirmados primeiros casos de dengue contraída em Porto Alegre

Dois homens foram infectados no bairro Jardim Carvalho

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou na manhã desta quarta-feira os dois primeiros casos de dengue autóctone contraídas em Porto Alegre. Até agora os outros casos registrados na Capital eram de moradores que pegaram a doença durante viagens. A prefeitura informou que reforçará a campanha contra a doença, estimulando a participação da população nas ações de prevenção.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli, os dois casos não representam uma epidemia. Mesmo assim, ele afirmou que, a partir de agora, vão ocorrer mudanças no sistema de monitoramento da doença e será fundamental um envolvimento maior da população nas ações de prevenção. “A cidade tem a presença do mosquito Aedes aegypti desde 2001. Desse período até agora, conseguimos evitar a transmissão interna. Agora, os cuidados deverão ser redobrados”, explicou ele.

A principal mudança é em relação ao alerta epidemiológico emitido pela SMS ao governo do Estado e ao Ministério da Saúde. Na prática, antes os pacientes que tinham os principais sintomas da doença, como dores de cabeça e nas articulações, febre alta e manchas avermelhadas, e sem históricos de viagens, não eram considerados casos suspeitos.

Agora, os pacientes que buscarem atendimento na rede de saúde pública e privada com os sintomas de dengue deverão ser notificados à equipe de Vigilância em Saúde, que iniciará o processo de investigação e confirmação da doença. Segundo Casartelli, os profissionais da saúde receberão as informações sobre os procedimentos quando houver um caso suspeito.

O secretário explicou que o primeiro caso autóctone foi notificado pela Vigilância em Saúde em 3 de maio. O paciente é um morador do bairro Jardim Carvalho, na zona Leste. De acordo com o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), essa região tem um dos maiores percentuais de presença do mosquito vetor da doença. O secretário explicou que na época em que ocorreu a notificação houve a investigação sobre as condições em que ocorreu o contágio da doença e a presença do mosquito nas proximidades da casa do paciente.

Diante do fato de ele não ter viajado, foi realizado o primeiro exame no Laboratório Central do Estado (Lacen), que confirmou a doença. Em seguida, houve a segunda análise, desta vez no Laboratório Adolfo Lutz, do Rio de Janeiro, que emitiu o resultado positivo no dia 27 de maio. “Diante essas informações, as equipes de vigilância em saúde começaram um processo de monitoramento e de controle da doença, como o contato com a família e com colegas de trabalho.”

O segundo caso identificado da doença foi de um familiar do primeiro paciente. O secretário ressaltou que as duas pessoas receberam, após diagnosticada a doença, o tratamento adequado e já estão bem. Para evitar uma transmissão maior, houve ainda o bloqueio nas proximidades da residência dos pacientes. Nessa ação, ocorreu a aplicação de um inseticida em um raio de 150 metros para reduzir a presença do mosquito.