A corporação informou por meio do Twitter que homens do Batalhão de Choque apreenderam 17 coquetéis molotov nos arredores do estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, na Tijuca, zona norte da cidade, palco da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha. O conflito teria começado depois que um grupo de manifestantes arremessou pedras e latas em direção aos PMs, que revidaram com bombas de gás lacrimogêneo.
O protesto vinha ocorrendo de forma pacífica durante toda a tarde deste domingo, com a participação de cerca de cinco mil pessoas, até chegar ao bloqueio montado pela PM a 400 metros do Maracanã. Ao chegar ao local, os manifestantes gritaram palavras de ordem como: "Não vai ter Copa", "A verdade é dura / a PM apoiando a ditadura" e "Cabral é ditador", em referência ao governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB).
Do outro lado, policiais do Batalhão de Choque usavam escudos, capacetes e cassetetes e os agentes da Força Nacional de Segurança, escudos e máscaras antigás. Em meio ao confronto, a estação do metrô da Praça Saens Peña chegou a ser fechada por medida de segurança e alguns bares próximos do estádio deixaram de funcionar por medo de violência e vandalismo. Por volta das 22h, porém, a PM disse que a manifestação era pacífica.