Um pequeno grupo de oposição à gestão do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre realizou uma mobilização na tarde desta quarta-feira na Praça Florida, bairro Floresta. O objetivo era seguir em caminhada até o Ministério Público (MP) para entregar um documento indicando descontentamento com as negociações sobre o dissídio salarial, conduzidas pelo sindicato. No entanto, quando o grupo chegou, o MP já estava fechado. “Achamos que fechava às 17h30min, mas era às 17h”, lamentou Luís Afonso Martins, delegado sindical da Carris. De acordo com ele, o documento será levado hoje ao órgão.
Para Martins, a votação realizada na terça-feira em Assembleia Geral deveria ser válida. “A assembleia é soberana. Se houve votação maior contrária a proposta, deveria valer, mas o sindicato quer fazer plebiscito”, criticou o delegado sindical.
Enquanto isso, Luiz Barros, integrante da gestão do sindicato, acompanhou a movimentação e garantiu que a maior parte da categoria quer aceitar a proposta e não entrar em greve. Mesmo que, em assembleia, menos de um terço tenha concordado. Um plebiscito será realizado a partir das 4h da próxima terça-feira nas garagens da empresa, segundo o presidente da representação de rodoviários, Adair da Silva. “Assim toda a categoria pode votar, pois nem todos puderam ir na assembleia, por ser em horário de trabalho. Achamos que a proposta é razoável e que houve um grande avanço, ao contrário do que aconteceu no ano passado”, explicou.
O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre ofereceu 8% de reajuste, elevação de R$ 2,00 no vale alimentação e pagamento da metade do benefício durante o período de férias.
Confusão no horário esvazia protesto de rodoviários
Grupo de oposição ao sindicato chegou à frente do MP quando órgão já havia fechado