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Conselheiros de Educação contestam validade da eleição de dirigentes

Membros empossados hoje consideram processo de escolha como ilegal

A posse de nove membros do Conselho Estadual de Educação (CEEd), no final da manhã de hoje, foi marcada por uma polêmica. Oito dos nove conselheiros nomeados pela governadora Yeda Crusius e empossados no ato contestaram a validade da eleição dos novos dirigentes do CEEd. Na condição de porta-voz do grupo de descontentes, o conselheiro Ruben Werner Goldmeyer (Sinepe/RS), manifestou inconformidade com o processo eleitoral adjetivado de “não legal”. Lembrou que o presidente, Carlos Vilmar de Brum (Famurs), e os vice-presidentes Antônio Buffon (Sinpro/RS) e Érico Jacó Maciel Michel (Uges), foram eleitos por apenas seis conselheiros - menos de 28% de um colégio eleitoral formado por 22 conselheiros.

“Não reconhecemos os eleitos como dirigentes legítimos do Conselho e trataremos de defender no foro adequado nosso direito de exercício de voto”, frisou. Na oportunidade, Goldmeyer entregou ao presidente eleito um manifesto requerendo a convocação da totalidade dos conselheiros por edital para a realização de um novo pleito no prazo de oito dias, a contar de ontem.

O manifesto também exige que o presidente e os vice-presidentes do CEEd deixem os cargos até que ocorra um novo pleito. “No CEEd, sempre aconteceu a observância de princípios democráticos, sendo inadmissível que um grupo de seis conselheiros tenha tomado uma decisão em 16 de abril, exatamente no dia em que fomos nomeados pela governadora”, observou. Goldmeyer afirmou ainda que existem duas razões para justificar a eleição da forma como ocorreu: “Ou agiram por sede de poder ou estão a serviço de alguém”. Os seis conselheiros optaram por silenciar.

Mesma postura foi adotada pelo presidente da CEEd, acrescentando que os nove conselheiros empossados ontem “irão se somar aos demais que permaneceram”. Ele evidenciou que ser conselheiro do CEEd é um reconhecimento de uma carreira dedicada à educação. Fez questão de salientar que o Conselho prima pela “ética, legalidade, moralidade, transparência e eficiência”. “Estar na presidência do Conselho é gratificante”, enfatizou Brum, sem tecer comentários sobre o manifesto que exige a anulação do pleito que o conduziu ao cargo.

O secretário adjunto da Educação, Paulo Rezende, sugeriu que todas as questões envolvendo o CEEd sejam tratadas no sentido do coletivo. Além de Goldmeyer, também foram empossados: Augusto Deon (Aesufope); Richer Almeida Kniest (Federapars); Jane Bohn (Undime-RS); Raul de Oliveira Filho (ACPM-RS); Neiva Matos Moreno (Cpers-Sindicato); além de Sônia Maria Balzano, Maria Antonieta Backes e Wambert di Lorenzo, do Executivo estadual.