Com uma dívida de aproximadamente R$ 600 milhões e a quarta colocação no ranking de piores prestadores de serviço da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a CEEE corre contra o tempo para apresentar resultados melhores. A data limite para a renovação da concessão da companhia é 8 de julho. Para manter a licença, a empresa deve apresentar um plano de ação em 60 dias e diminuir os problemas nos próximos quatro meses. Somente em reclamações, foram mais de 3,8 mil em 2014.
O presidente da CEEE admite estar preocupado. Paulo de Tarso Pinheiro Machado garante que, apesar da política de gastos, os investimentos serão mantidos pela empresa. “Vamos manter os investimentos porque assim mantemos nossos indicadores de qualidade. Melhorando a infraestrutura, podemos dar seguimento às áreas de geração e transmissão de energia, e ainda elevar a de distribuição”, destacou.
Entre as medidas para tentar reverter a crise na companhia, está a manutenção de investimentos de R$ 1 bilhão em 2015. Segundo o dirigente, R$ 600 milhões estão garantidos, e ações como a redução de gastos internos, com o congelamento das contratações, e maior fiscalização de obras devem surtir efeito ainda em 2015, estima o presidente da CEEE.
Conforme avaliação da Aneel, o tempo de resposta para corrigir os problemas com corte de energia está muito acima do que é admitido por cliente ao ano: 18 horas. A companhia estadual responde em aproximadamente 30 horas. Além disso, o teleatendimento é insuficiente. A CEEE dispõe somente de 70% do quadro de atendentes necessários, admite a direção.
Considerada quarta pior do país, CEEE trabalha para elevar índices até julho
Data é limite para renovação da concessão da companhia e presidente mostra preocupação