O diretor Administrativo e Financeiro do Sicepot, Nilto Scapin, entende que o governo do Estado tem que tomar as rédeas da situação e entrar em entendimento junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça. “Os estoques estão acabando e vai faltar concreto para concluir os corredores de ônibus da Protásio Alves e da Bento Gonçalves nesta semana. Precisamos retomar a exploração de areia no Jacuí, mas com supervisão técnica da Fepam para evitar danos ambientais”, alertou.
O presidente do Sinduscon, Paulo Vanzetto Garcia, explicou que outras obras sofrerão o impacto da falta de areia, como o programa Minha Casa Minha Vida. “Estamos trazendo areia do Interior, do Litoral e até de Santa Catarina. Isso traz um aumento no custo de produção. Registramos um aumento de 11,32% na areia lavada. O custo do concreto elevou em 3,51%. Tememos pelo colapso do setor”, afirmou.
Os dois sindicatos entendem que qualquer solução diferente da retomada da exploração mineral do rio Jacuí levará muito tempo. “O Estado precisa manter a exploração no Jacuí até que se tenha laudos técnicos sobre os impactos ambientais na Lagoa dos Patos ou no Guaíba. Se deixarmos de tirar a areia no Jacuí, será preciso colocar cerca de 1 mil caminhões nas estradas para trazer areia para Porto Alegre. Isso gera outro impacto ambiental”, garantiu Garcia.
“O maior prejuízo é o não fazer (as obras da Copa). Além disso, não tendo areia, não se vende tinta, madeira, aço, móveis e por aí afora. Nós chegamos no limite e o limite é esta semana”, comentou Scapin. Um encontro com o governador Tarso Genro deverá ser encaminhado ainda esta semana.