A venda de água mineral cresceu 50% nos últimos dias no Estado, de acordo com a Associação dos Distribuidores de Água Mineral. O vice-presidente da entidade, Leandro Graeff, afirma que desde 2005 o setor não registrava vendas tão expressivas. Há cinco anos, a estiagem causou a proliferação de algas no Guaíba, alterando o gosto e odor da água. Graeff alerta que o setor tem condições de atender a alta demanda por 10 dias, mas depois disso poderá haver falta do produto.
O vice-presidente salientou também que o consumidor deve ficar atento aos preços muito baixos, que podem apontar para a clandestinidade do produto, ou valores abusivos. A bombona de 20 litros deve custar entre R$ 5,50 e R$ 11. Uma empresa de médio porte no Estado vende 250 bombonas de água mineral por dia durante o verão.
O consumo do mês de fevereiro deve fechar em torno de 2,5 milhões de litros. Desde o início da semana passada, o número de trabalhadores no setor cresceu 10%, com contratações temporárias. No Estado, há 500 empresas legais no setor, com 10 mil empregos diretos e 15 mil indiretos.
A Associação dos Distribuidores de Água Mineral estima que 200 empresas atuem na clandestinidade. Para coibir a prática, a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio de Porto Alegre (SMIC) tem realizado ações de fiscalização. Ao menos 50 estabelecimentos já foram vistoriados, sendo que seis foram notificados e três autuados. A multa varia entre R$ 205 e R$ 1 mil.
Consumo de água mineral cresce 50% no Estado
Entidade não registra vendas tão expressivas desde 2005, quando houve uma estiagem