Os 1,2 mil contêineres saíram da Itália de navio e chegaram ao Porto de Rio Grande no início da semana, de onde estão sendo transportados em lotes por via rodoviária até Porto Alegre. Eles são de aço, pintados com tinta antipichação e pesam 150 kg quando estão vazios.
O serviço, que vai substituir a coleta doméstica convencional, vai custar R$ 450 mil mensais aos contribuintes. O maior objetivo é minimizar o problema do lixo mal descartado, inconveniente percebido em praticamente todas as regiões da cidade, desde o final do ano passado, com resíduos espalhados nas calçadas e mau-cheiro pelas ruas.
Segundo o prefeito José Fortunati, o sistema poderá trazer benefícios, porém depende da adesão e participação das pessoas. "Sem colaboração, o problema não irá se resolver." A coleta seletiva permanecerá inalterada.
As vantagens imediatas da conteinerização da coleta de lixo na Capital, como é feita com sucesso em Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria e nas cidades de Punta del Este e Montevidéu, serão a redução dos caminhões no trânsito, o fim da ação de chuva, vento e animais nos sacos de lixo, que poderão ser depositados nos contêineres a qualquer hora.