"É comum encontrarmos papelões, latas, papéis e até mesmo seringas dentro dos contêineres. O que eu vejo é que os moradores separam mais, mas o comércio larga de qualquer jeito e as pessoas passam e largam lixo solto", conta o catador Jefferson Luis, que trabalha no bairro há oito meses.
As instituições não assumem que há confusão quanto às regras ou que descartem de forma irregular. No entanto, pouco mais de uma semana de vigência do Código Municipal de Limpeza Urbana, 491 denúncias já chegaram ao Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) e 904 flagrantes de depósito inapropriado. Foram 30 autos de infração nessa sexta-feira, com multas que variam de R$ 263,00 a R$ 4,2 mil.
De acordo com o diretor-geral do DMLU, André Carús, o Centro Histórico é o único bairro que conta com a coleta seletiva três vezes na semana - nas terças, quintas e sábados - e com a coleta automatizada a cada dois dias. São recolhidas diariamente 2,2 mil toneladas de lixo em toda a Capital gaúcha. Desse total, 200 toneladas são de materiais recicláveis, 1,4 mil toneladas de orgânico e 600 toneladas de descarte irregular.
Carús lembra que a população deve colocar nos contêineres apenas cascas e restos de frutas e legumes, sobras de comida, papel higiênico e fraldas descartáveis usados, guardanapo e toalha de papel sujos, plantas, restos de podas e varrição, pó de café e erva-mate. Além disso, devem ser colocados em sacos plásticos de até 100 litros. O lixo seco deve ser depositado no local determinado apenas nos dias de coleta.