Sobre a MP, o presidente da CEEE, Sérgio Souza Dias, considera uma medida importante, mas que vai exigir da empresa reavaliações em relação a investimentos futuros. Segundo ele, com os cortes ocorrerá uma redução considerável nas receitas. 'Esperamos que o impacto seja o menor possível', explicou. Ontem, a CEEE entregou o pedido de interesse de renovação de concessão por mais 30 anos para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Dias avaliou que a renovação gera importantes garantias ao setor elétrico, porque oferece a continuidade do serviço à população.
A MP prevê reduções de impostos e tributos que são cobrados pelo governo federal em relação às concessionárias. A medida do governo tem o objetivo de estimular a economia nacional, em especial a indústria. Neste sentido, o presidente do Grupo Temático de Energia da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Carlos Faria, avalia que o corte dos encargos do governo trará uma redução direta na tarifa de energia. A decisão de renovação das concessão é outra medida que auxilia neste processo. 'Um dos desafios da indústria nacional é o chamado Custo Brasil, que significa o valor de se produzir aqui. E um dos pontos mais críticos é o custo da energia, que está sendo atingido agora', avaliou.
Segundo a presidente em exercício da Federasul, Simone Leite, a aprovação da MP também traz outros benefícios. Um deles é o de exigir que as concessionárias melhorem a qualidade dos serviços. Em relação à redução no custo, lembrou que os benefícios atingem todos os segmentos da cadeia produtiva, desde o empresário, que poderá repassar o desconto para o cliente final, que por sua vez terá maior capacidade de consumo. Mesmo assim, o valor da energia elétrica continuará sendo um dos mais altos do mundo. Simone parabenizou ainda o fato de que a medida atinge a todos os setores, e não apenas alguns, como ocorreu no Programa Brasil Maior, do governo federal, cujos empréstimos com taxas reduzidas, destinam-se a financiar máquinas e promover investimentos em tecnologia.