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Contran estuda alterações na formação de condutores

São analisadas mudanças em relação ao tempo das aulas teóricas e práticas

Tempo para refazer exame prático após reprovação com cinco aulas adicionais também foi debatido no encontro
Tempo para refazer exame prático após reprovação com cinco aulas adicionais também foi debatido no encontro Foto : Samuel Maciel
Tempo das aulas teóricas e práticas no processo de formação de condutores no Brasil deve aumentar. Estas e outras mudanças estão sendo propostas pela Câmara Temática de Educação, Habilitação, Formação e Qualificação de Condutores do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A proposta, que altera a resolução 168 de 2004 do Contran, já começou a ser debatida junto a autoridades da área e à sociedade civil.

Em Porto Alegre, o Contran esteve presente nessa terça-feira para tratar da temática. De acordo com o diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS), Ildo Mário Szinvelski, as mudanças vêm em um momento em que se faz necessária uma melhor capacitação dos condutores para evitar acidentes. “Isso vai qualificar muito o trânsito como um todo. Então, há uma série de imersões técnicas que estão sendo propostas nesse instrumento que está sendo elaborado”, afirmou.

Uma das alterações é a ampliação da carga horária teórica e prática. As aulas teóricas, por exemplo, passariam de 45 horas para 60 horas, e o exame teria um número maior de questões em cada módulo das matérias, como legislação, direção defensiva, primeiros socorros e cidadania. O tempo para refazer a prova após a reprovação no exame prático, que hoje é de pelo menos 15 dias, também pode passar a exigir cinco aulas adicionais.

Outra mudança seria com relação aos cursos para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, referente a motocicletas. Hoje, as aulas práticas para motociclistas são feitas somente em circuito fechado e debate-se que, além deste módulo, ocorram aulas em circuito aberto, nas ruas. Cursos específicos para categorias como C e D — que habilitam para caminhões e ônibus — também são propostos.