A pedido da Secretaria de Saúde de Porto Alegre, o hospital Beneficência Portuguesa contratou três novos gestores para reestruturar o setor administrativo da instituição. O presidente do hospital, Heraldo Martins, espera que a troca, exigida pelo secretário Carlos Henrique Casartelli, melhore o relacionamento entre o hospital e a secretaria, que, segundo Martins, é péssimo.
O Sindicato dos Profissionais de Saúde do Estado (Sindisaúde) foi convidado pelo Ministério Público do Trabalho para um encontro, na sexta-feira, a fim de buscar uma saída para a greve dos servidores do hospital, deflagrada nesta quarta-feira. Segundo o diretor jurídico do Sindisaúde, Gilmar França, o convite foi feito pelo procurador do trabalho, Gilson Laydner de Azevedo.
A paralisação antecipou para hoje uma reunião entre a direção do Beneficência Portuguesa e o secretário Casartelli. O encontro, mediado pelo secretário de Governança Municipal, Cézar Busatto, buscava a retomada dos contratos entre prefeitura e hospital para atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 6 de agosto, a instituição informou à secretaria que não possuía condições de atender pelo SUS e, a partir daí, o repasse de verbas pela prefeitura foi suspenso. Uma nova reunião está marcada para a manhã desta quinta-feira. Se prefeitura e hospital entrarem em acordo, a contratualização pode ser retomada em uma semana.
Na manhã de hoje, em visita ao Beneficência Portuguesa para acompanhar a paralisação, o Sindisaúde constatou que os funcionários da lavanderia do hospital estavam trabalhando em ambiente insalubre, já que cerca de 300 lençóis não haviam sido lavados desde a sexta-feira. De acordo com Gilmar França, o problema não afetou o atendimento aos pacientes porque havia roupa de cama limpa suficiente no almoxarifado. O sindicato, porém, questionou as condições de trabalho a que foram submetidos os trabalhadores.
Cerca de 370 funcionários de nível médio do hospital iniciaram greve, pela manhã. A decisão da categoria foi tomada devido ao atraso de salários que já chega a dois meses, além do desconto sem depósito para os trabalhadores de INSS, FGTS e férias.
Contratados novos gestores para o Hospital Beneficência Portuguesa
Funcionários entraram em greve nesta quarta-feira por falta de pagamentos