Geral

Convênio para funcionamento do Hospital da Ulbra é aprovado

Parceria com Mãe de Deus garante manutenção dos serviços por cinco anos

Foi aprovado por unanimidade o projeto que estabelece um convênio entre o Hospital Mãe de Deus e a prefeitura de Canoas para a manutenção do Hospital Universitário da Ulbra. A votação ocorreu na manhã desta terça-feira, na Câmara de Vereadores de Canoas.

A parceria garante o funcionamento da instituição por mais cinco anos. De acordo com o prefeito Jairo Jorge, o hospital foi escolhido por se comprometer em destinar 70% dos leitos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A apreciação do projeto estava marcada para segunda-feira, mas foi adiada. A meta da prefeitura de Canoas é ampliar os 120 leitos atuais para 500, sendo 350 para atendimento pelo SUS.

O anúncio de que o Mãe de Deus assumiria a administração do Hospital da Ulbra foi feito em dezembro pelo prefeito de Canoas. Os dois primeiros anos de contrato terão aporte de recursos da administração municipal e do Estado. O Mãe de Deus aportará R$ 2 milhões por mês de capital de giro para garantir o pleno funcionamento, sendo ressarcido pelo próprio contrato, e o Poder Público aportará R$ 14 milhões por dois anos. O Universitário é referência para cerca de 14 milhão de habitantes de 42 cidades da Região Metropolitana, onde há um déficit de mil leitos.

A crise financeira da Ulbra foi motivada por um esquema de corrupção supostamente liberado pelo ex-reitor da universidade, Ruben Becker. A Polícia Federal concluiu que pelo menos R$ 67 milhões foram desviados. A crise reduziu o número de leitos pelo SUS, em Porto Alegre, e aumentou o nível de superlotações em outros hospitais.

Becker foi indiciado
por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, fraudes e estelionato, em maio do ano passado. Conforme a PF, suspeitos montaram empresas ''fantasmas'' para receber valores por supostas consultorias prestadas à Ulbra, no período de 2005 até o início de 2009. O ex-reitor foi denunciado também pelo Ministério Público Federal por ilegalidades no museu tecnológico da universidade.

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