O Mais Médicos também atingiu 3,8 mil municípios e um total de 49 milhões de brasileiros. A avaliação do coordenador também é positiva nas medidas estruturantes, como abertura de mais vagas em universidades brasileiras. Foram mais de três mil vagas abertas nos últimos 10 meses, o que representa cerca de ¼ do total pretendido de novas vagas.
Segundo os dados de avaliação, em 75% dos municípios atendidos pelo programa há situação de vulnerabilidade, com baixo índice de desenvolvimento humano. Os outros 25% dos municípios não estão em áreas de vulnerabilidade, mas sofrem com escassez de médicos em áreas nas periferias e zonas rurais.
Atualmente, o Mais Médicos garante assistência nas unidades básicas de saúde para 3,7 milhões de gaúchos. “Regiões que não contavam com a possibilidade de formar especialistas passam a ofertar vagas e aumentar a possibilidade de o médico se fixar no local. Só para a residência médica no Rio Grande do Sul são quase 300 bolsas disponíveis no último ano”, ressaltou Proenço.
No estado do Rio Grande do Sul, além do crescimento de 183% no número de consultas, observou-se aumento de 359%, na quantidade de atendimentos por demanda imediata (passaram de 53.862 para 247.536, no mesmo período), de 288% no atendimento em saúde mental (37.992 para 147.614), de 30% no atendimento de Pré-Natal (10.088 para 13.101). Também foi registrado crescimento de 23,2% no atendimento a pacientes com diabetes, que passou de 15.585 atendimentos em janeiro de 2013, para 19.195 em janeiro deste ano e 19% no atendimento a usuários de álcool (de 678 para 808).
Com informações de Renato Oliveira.