Para Branco, a atitude não contribuiu em nada com o debate. “É preciso deixar claro que estamos abertos ao diálogo. Quem for contra as reformas propostas tem o direito de expôr suas ideias, mas não de maneira autoritária como ocorreu”, disse. O evento, que reunia representantes de dez escolas estaduais de Porto Alegre na Casa do Gaúcho, junto ao Parque da Harmonia, precisou ser interrompido e foi retomado à tarde, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).
Manifestação de “cunho político”
Branco destacou que o debate continua com representantes de todas escolas. Segundo ele, a mobilização dos estudantes “teve cunho político”. “Não seremos impedidos de discutir as reformas propostas com as escolas”, advertiu. A dirigente da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel), Ludmila Fagundes, afirmou que os estudantes nunca receberam do governo a oportunidade de se posicionar sobre o tema. “Somos contrários à reforma que vai gerar um atraso histórico para a educação no Rio Grande do Sul”, enfatizou.
De acordo com Ludmila, dedicar 25% do tempo para o Ensino Profissionalizante significa oferecer mão de obra barata para as empresas interessadas em detrimento das matérias regulares. “Existe um documento pronto sobre o tema. O governo diz que vai ouvir a comunidade, mas acreditamos que se posições contrárias forem colocadas, elas simplesmente serão ignoradas”, frisou a dirigente estudantil.