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Coordenadoria de Educação critica invasão de alunos em reunião

Manifestantes protestavam contra a reforma do Ensino Médio no Rio Grande do Sul

O diretor da 1ª Coordenadoria de Educação (1ª CRE), Antonio Quevedo Branco, criticou a invasão de estudantes durante a reunião da entidade, vinculada à Secretaria Estadual de Educação, na manhã desta terça-feira. O encontro debatia a reforma do Ensino Médio no Rio Grande do Sul. Os manifestantes, vinculados a Grêmios Estudantis, são contrários ao projeto. Eles também levaram faixas de apoio aos professores grevistas da rede estadual de ensino.

Para Branco, a atitude não contribuiu em nada com o debate. “É preciso deixar claro que estamos abertos ao diálogo. Quem for contra as reformas propostas tem o direito de expôr suas ideias, mas não de maneira autoritária como ocorreu”, disse. O evento, que reunia representantes de dez escolas estaduais de Porto Alegre na Casa do Gaúcho, junto ao Parque da Harmonia, precisou ser interrompido e foi retomado à tarde, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).

Manifestação de “cunho político”


Branco destacou que o debate continua com representantes de todas escolas. Segundo ele, a mobilização dos estudantes “teve cunho político”. “Não seremos impedidos de discutir as reformas propostas com as escolas”, advertiu. A dirigente da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel), Ludmila Fagundes, afirmou que os estudantes nunca receberam do governo a oportunidade de se posicionar sobre o tema. “Somos contrários à reforma que vai gerar um atraso histórico para a educação no Rio Grande do Sul”, enfatizou.

De acordo com Ludmila, dedicar 25% do tempo para o Ensino Profissionalizante significa oferecer mão de obra barata para as empresas interessadas em detrimento das matérias regulares. “Existe um documento pronto sobre o tema. O governo diz que vai ouvir a comunidade, mas acreditamos que se posições contrárias forem colocadas, elas simplesmente serão ignoradas”, frisou a dirigente estudantil.

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