O edifício, de 24 andares, localizado no Largo do Paissandu, no centro de SP, desabou durante um incêndio de grandes proporções na madrugada desta terça-feira, 1º. Outro imóvel e uma igreja também foram afetados.
Segundo testemunhas, o desaparecido trata-se de um homem chamado Ricardo, que trabalha como carregador na Rua 25 de Março. Os relatos dão conta de que ele saiu do edifício, mas voltou para ajudar outros moradores a saírem do local. O porta-voz dos bombeiros informou que a corporação trabalha com a perspectiva mínima de uma semana para fazer o trabalho de rescaldo no local do incêndio.
"São dois ou três dias de trabalho manual, resfriamento e retirada dos escombros, trabalhando com possíveis vítimas, para depois trabalhar com o maquinário pesado", disse. A prefeitura de São Paulo informou que equipes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social estão no local desde as 3 horas para dar acolhimento às pessoas desalojadas. Já foram cadastradas 248 pessoas, de 92 famílias. Elas receberam alimentação e foram encaminhadas para abrigos municipais.
Vistoria
O capitão Marcos Palumbo afirmou que o Corpo de Bombeiros havia feito uma vistoria no prédio. "Foi uma vistoria contra incêndio. Localizamos os responsáveis, fizemos um acervo fotográfico em 2015. Isso foi encaminhado para as autoridades, como o Ministério Público. Foi apontado risco de incêndio. A gente não se importa se é local invadido. O Corpo de Bombeiros tem essa preocupação para agir preventivamente", disse Palumbo.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), voltou ao local do incêndio. Ele disse que equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social estão atendendo as famílias que ficaram desabrigadas. Até perto do meio-dia, 92 das 150 famílias receberam assistência. Ele informou que a Prefeitura está com uma parceria com a Cruz Vermelha Internacional para receber donativos.
Sobre a precariedade do prédio que desabou, Covas disse que só neste ano foram feitas seis reuniões com famílias que viviam no local. "Apurar vamos apurar as responsabilidades para que esses eventos não voltem a ocorrer na cidade de São Paulo", ressaltou.